| "Batalha de Poitiers" |
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Recuperemos!
A sociedade moderna está desnorteada. Falta pulso, falta impulso. Falta coragem para enxergar, falta honestidade e humildade para reconhecer. Falta fibra para agüentar, falta força para vencer. Falta o homem de antes, que mesmo em meio a certa ignorância possuía um saber muito maior de todos os que hoje circundam no mundo: o saber de si, a ciência do que querer e o desejo do por que lutar.
O ateu
O ateísmo é uma doença da alma. O enfermo não percebe nada
além de si mesmo. É um megalômano, egocêntrico. O termo de ateu leva
consigo, inerentemente, a prodigalidade. O ateu é um esnobe: ele crê em si
somente e em nada mais. A ascensão dessa doença se deve a uma profunda crise de
ordem moral e de julgamento. O ateu redimensiona o homem como algo cujo fim está
em si mesmo. Flerta com um niilismo suicida e abre mão de responsabilidades. Não
raramente percebo num ateu um excessivo descompromisso – é a tal da covardia que
citei em postagens anteriores. O ateu clama a razão todo o tempo, mas só até
determinado ponto, pois ela o faria duvidar até de sua própria crença. O ateu é
um omisso, um vaidoso e um perdido. Não só não crê em Deus ou em algo além, mas
crê vivamente na crença de que não há algo além. É um dos efeitos colaterais da
modernidade, uma conseqüência inevitável e fatídica. Atrás de todo um arcabouço
de descrenças ateias jaz a hombridade, a humildade, a coragem e o compromisso
para com o que te faz elevar-se, ir adiante e aperfeiçoar-se. Que sentido tem a
vida de alguém que acredita que si mesmo fora um acaso? O sentido que ele
desejar. Nenhum homem pode viver sem uma crença. No caso do ateu, é só uma
crença diferente: ele crê em si, em toda a sua potencialidade e sagacidade, negligenciando
a sua própria natureza em favor de seus próprios vícios. O ateu é o seu Deus; o ateu é um doente.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
A guerra de informação
"Os grupos se reúnem, constroem um site, todos escrevem seus valores, aplicando-os em comentários aos acontecimentos atuais e atacando os grupos antagônicos apenas por ali. Em meio a isso cada um deles carrega um estandarte que bem representa o seu conjunto de ideias e que faz com que o homem moderno, ratinho de escritório, fique com um pé atrás diante de tudo o que aquilo informa, afinal ninguém mais quer comprometer-se - a fundo - com valor algum. E aí estão todos esses grupos deixando sua marca no mundo apenas em textos publicados, comentários sobre a situação atual e pequenos longos debates virtuais, mas sem levar ninguém ao vigor de uma ação eternizante. Seu poder de influência jaz na mentalidade lúgubre do homem moderno, que foi adestrado para não dar lá tanto valor a valores. E assim, toda a verborréia tem um alcance deveras limitado no mundo prático. Toda essa informação, todo esse resgate cultural já não conquista corações e mentes, porque a maioria dos corações já estão preocupados demais com a hipertensão para se envolverem, e a maioria das mentes... a maioria das mentes apenas foge das verdades eternas, já que a Ação dessas verdades precisaria se apoiar em corações melhores. E isso tudo acaba por me lembrar de quando o Huxley diz que "três quartos do tempo não estamos em contato com as coisas, mas apenas com as palavras que as representam. E muitas vezes nem mesmo com elas, e sim com essa infernal algaravia metafórica dos poetas"."
De mais um dos colaboradores.
Que fique a reflexão.
''Onisciência''
O homem de hoje perdeu a humildade. Duvida de tudo, exceto
de si e da sua dúvida. Está louco e incontrolável. Também está sendo incitado e
incita a isso. É devido a esse orgulho miserável e a essa convicção cega só em
si mesmo que tantas idéias e fenômenos decadentes estão vindo à tona. A
humildade descartada não o permite se submeter a verdade alguma. Tudo é certo –
desde que se deseje. Aonde isso nos leva? A completa insanidade! Como bem disse
Chesterton, “O louco não é um homem que perdeu a razão. Mas sim um homem que
perdeu tudo, exceto a razão”.
domingo, 25 de novembro de 2012
A razão não se explica
“Por que as coisas caem? Porque há a gravidade. (...) Qual a relação?
A relação de atração entre corpos. Por quê? Porque toda massa produz, o mínimo
que seja, oscilações na dimensão e se inter-relacionam. Por quê? (...)”
Perguntar-se o porquê das coisas e o porquê delas se
comportarem tal como se comportam nos faz perceber que elas possuem uma
natureza inata, uma essência; que são regidas por “leis” metafísicas e que não
possuem explicação em si. Ainda que se consiga explicar o que agora não se
explica, pode-se, doravante, indagar o razão disso que agora veio à tona , que veio a acontecer. E o que se terá? Mais uma indagação sem resposta.
Pegando os liberais pelo pé
"Defendendo uma liberdade individual que ultrapassa as barreiras do razoável, os liberais de hoje têm tratado o sistema normativo como uma imposição estatal que os impede de viver suas próprias vidas da forma como venham a desejar. Temas como aborto, utilização de drogas e reconhecimento de uma parceria homossexual como instituição familiar têm grande repercussão em seus debates e suas agendas.
Entretanto essa forma de raciocínio é um tanto imatura, uma vez que desprezam outros princípios fundamentais para a estrutura e harmonia da sociedade. Os ideais libertários tentam separar dois fatores que não sobrevivem de forma autônoma: diminuição do Estado e a moral judaico-cristã, representada esta última pela instituição familiar.
Não há nem mesmo como manter o liberalismo econômico sem conservar a moral judaico-cristã e, portanto, a instituição familiar. Sendo a instituição familiar a base da sociedade e a força motriz da propriedade privada, em sua ausência o indivíduo estaria novamente vinculado ao Estado, pois dependeria deste em qualquer momento de crise. Tomemos o exemplo da velhice, da pobreza acidental ou algum problema de saúde que seja: ao passo que a instituição familiar serviria de sustento e mecanismo de recuperação para a vítima de algum desses males, o indivíduo até então autônomo e sem uma família de guarnição dependeria de serviços públicos que pudessem auxiliá-lo, tal como saúde pública, projetos sociais e até mesmo um abrigo.
Portanto tratar de liberalismo sem levar em conta a moral cristã torna a liberdade um passo efêmero, que tropeçaria ao primeiro acidente ou crise. Nisso muito me deixa preocupado ao perceber que os que não são da esquerda, muitas vezes estão aliados com o liberalismo em sua plenitude, beirando ao anarquismo – e disso boas coisas não podemos esperar. "
Outra boa contribuição.
sábado, 24 de novembro de 2012
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