segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Movimento Negro


Eu nunca vi o Movimento Negro ressaltando negros de sucesso como Walter Williams, Michael Jordan, Machado de Assis (mulato) entre outros. Vejo-os ressaltando e aludindo à mentira e aos homens que não nos legaram nada além de erros, como Zumbi dos Palmares, Amílcar Cabral e Agostinho Neto. O que se pode concluir disso é que esse movimento não busca "os direitos dos negros", nem em escala legal e muito menos ideológica. O Movimento Negro é um movimento político que serve como propaganda ideológica pelos governistas que cá estão.
Reclamam das dores do passado, mas não as sentem. Reclamam das dores do presente, mas não as verdadeiramente mensuram porque não podem. Se alguém afirma uma dificuldade de se estudar biologia, alguém também pode desdenhar disso porque para ele é fácil e crível fazer isso. Se eu, por exemplo, reclamo de uma dor qualquer, não posso transmitir ao outro a dimensão dessa dor, só a idéia. Do mesmo modo, não posso dizer que se é incapaz de se atingir sucesso por não ter sido criado em boas condições, afinal há uns tantos que não foram criados nessas condições e ainda assim conseguem obter sucesso. O que há é a cruz individual. Cada um sabe a cruz que tem, e é a única cruz que se consegue ver a extensão e sentir. Das demais, só a idéia. 
Não obstante, é verdade que muitos obstáculos físicos e imposições alheias tornam impossível o sucesso e conquistas individuais, até mesmo para os mais flexíveis e adaptáveis homens. Entretanto, onde realmente se encontram, nos dias de hoje, tais obstáculos? São ínfimos. E por que o são? Porque "esse nosso modelo de sociedade", tão criticado, permitiu ao longo do tempo. Não precisou de muito mais do que trezentos anos para os valores ocidentais acabar com a escravidão milenar – que não começou com o europeu, mas cessou com ele. Vemos, em muitos movimentos, os tais direitos humanos sendo clamados, mas não vemos a razoabilidade indo junto. Ninguém quer se comprometer com nada além de si. O Movimento Negro, se bem quisesse aos negros, estaria lustrando os valores humanos que se encontram nas instituições ocidentais e na Igreja; estaria valorizando um Walter Williams ou Machado de Assis e não um ser que somou negativo ao mundo como Amílcar Cabral.
O Movimento Negro não cresce quando um negro se torna doutor, mas sim quando um negro é assassinado ou preso. É o complexo do coitadismo que , levado até as últimas conseqüências, maximiza a já idéia de impunidade que está embutida em nosso sistema. Assim, não é de se admirar que sejam os negros a maioria da população carcerária. O jogo é esse: quanto mais os negros forem "aviltados", mesmo em só nível subjetivo e muito discutível, melhor para o Movimento Negro, que deveria é andar passo a passo com a Ku Klux Klan.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Observando


Há quem fale que pessoas de baixa renda são mais dadas aos vícios e a cometer crimes pela ausência de uma boa estrutura e suficiente educação. Esses seres vociferam fortemente para que tais pessoas recebam auxílios e assistências; associam diretamente, sem querer, o “belo berço” a uma alta atividade intelectual e capacidade virtuosa. Destarte, acabam sempre por corroborar, dentro dessa lógica materialista, que determinados indivíduos, os bem nascidos, poderiam governar e que esses são mais valiosos para sociedade. O fato é que tal fator conseqüente, que culminaria num regime aristocrático ou oligárquico, é inescapável dentro dessa perspectiva, não obstante, ainda assim, coloca-nos de sobressalto. Por quê? A explicação é dada pela doutrina cristã: a mesma que esses indivíduos cheios de “amor ao próximo” tanto menosprezam.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Atentem!


O ser humano, em sua incessante busca por respostas lógicas e derivadas de experiências catalogadas, repudia o Inexplicável, o Indecifrável, tornando-o um inimigo de suas limitadas perspectivas. Não pode de forma alguma aceitar a existência de algo que transcenda o palpável, o comprovável. 
Nessa busca incessante, o ser humano consome a si mesmo, deixando de ser homem para se tornar objeto e instrumento de sua branda visão do Horizonte. E iludido, crendo piamente ter encontrado o caminho para a Resposta, não se vê atado ao racionalismo antropocêntrico, que não só o cega, como o torna insensível.  
Não percebe que a Verdade pode ser sentida, e que não carece de ser posta sob cálculos ou medições, porque Ela em sua essência não é delimitável, tal qual a própria natureza humana. Esquece-se de que o próprio ser humano, fazendo-se objeto de estudo, não conseguiu até hoje se definir ou classificar, e seu comportamento não pode  ser tabelado, nem a intensidade de seus sentimentos medida, ou suas ações previstas com precisão. 
Tão preso ao Humanismo, ao Antropocentrismo, o homem deixa de sentir a si mesmo, e perde o que há de mais essencial em sua natureza. 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Desejo



As luzes do dia me trazem,
A realidade: seca, amarga e crua.
As minhas fantasias desfazem,
Esses novos dias que chegam pela rua.

Maldito seja o que se vá.
Bendito seja o que ficou.
Nesse mundo de tão mal-estar,
Só o valoroso restou.

Muitos nossos tombaram,
Nas esquinas da vida.
Os deles se multiplicaram,
Nessa jaula maldita.

Nego o dia não porque nego a luz.
Nego o dia pois é onde as bestas imperam,
Onde não adianta nem mesmo uma cruz,
Para tudo aquilo que os bons velam.

A aurora foi já tomada,
E os dias se tornaram escuros,
Mas ela há de ser retomada,
E retirada desses infames impuros. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Pequeno ensaio sobre a verdade

O problema da verdade aflige bastante o homem. É incontestável a existência de uma verdade, ainda que muitos a vejam de maneira meramente factual, como a morte, por exemplo. No entanto, o descrédito por uma verdade mais completa, acompanhada pelo fetiche relativizante nos traz um absurdo cíclico. O homem perdura porque crê em algo, porque persegue essa verdade unânime e única que está fora dele. E é justamente por ela se encontrar fora dele que há tantas verdades para o homem. Não seria exagero dizer que há a Verdade e a verdade, centelha dessa primeira, parte de seu conjunto infinito. E a mentira, onde se encontra? A mentira reside na negação de uma verdade meta-humana. A mentira é superficial, na realidade, pois não existe em si mesma, dado que ela necessita de uma verdade para ser entendida e compreendida como mentira. A mentira é um delírio, é só uma verdade mais ineficaz atrás da Verdade. Por mais que muitos tentem exorcizar a idéia de uma busca pela verdade com relativismos tolos e pretensiosos, não se pode desdizer que esse ser não a busca – e nem mesmo ele pode dizer isso, senão da boca para fora. Até mesmo o relativismo absurdo se sustenta numa verdade para carimbar as diferenças de perspectiva. Destarte, há uma verdade muito além do homem, infinita em sua concepção e inexplicável na linguagem técnica humana.
A conclusão da existência da Verdade nos torna à felicidade e, por conseguinte, a uma compreensão mais perfeita de Deus. O homem tende, ou deveria tender sempre, a se aperfeiçoar, tentando atingir ao máximo possível o que se entende como Deus. A verdade é um caminho pelo qual o homem se esforça para Ser, em todos os sentidos. Ao se negar a Verdade, com a sua verdade, desboca-se num antro interpretativo fraco e tolo que se auto-destrói. A concepção de idéias de verdade, de verdades, não deve ser excludente: o homem não tem domínio para, ainda com a sua identidade humana, apreender a Grande Verdade. Entretanto, nem por isso deve negligenciar tal propósito de alcançar o infinito, visto que é inerente ao homem colocar pedras a sua frente, construindo um caminho, para seguir vivo. Quando se nega a existência da Verdade, busca-se, confortavelmente, negar a existência de um objetivo, de uma lição a qual todos devem se submeter. É mais confortável, portanto, negá-la, e é por isso que encontramos tantos relativismos e relativizadores por aí. E sim, a esses se deve censurar: não simplesmente por errarem, mas também por não buscarem estarem corretos, driblando assim sua substância natural.
Além disso tudo, é razoável dizer que há verdades mais verdadeiras, no que cerne ao homem. Diante do infinito que é a Grande Verdade, e que existe além do homem, todas elas se tornam insignificantes, mas, dentro de um ciclo humano, estar à frente, mais “próximo do alto”, é considerável. E quem são os que assim se encontram? Aqueles seres que assim se vêem através de sua temperança, coragem e sabedoria; de um equilíbrio proporcional e que ascende facilmente a todos os valores pregados por esse mundo decadente e imoral; aqueles que vêem a tradição não como uma imposição institucional mas sim como uma causa de sua própria índole; aqueles que desejam ir ao encontro de sua verdadeira essência.
O homem precisa retomar as rédeas de sua natureza, que vai além de um corpo, e trazer de volta os limites para assim mirar no incalculável. A construção de um mundo sem a idéia de uma Verdade a ser perseguida é como jogar toda a compensação pela vida no lixo e glorificar a humanidade por si e em si mesma, não instituindo sua característica mais importante, que é a de ser portadora de uma centelha da imensidão do tudo, do além.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Sabedoria de Chesterton


“Esse é o fato supremo e mais aterrador envolvendo a fé: que seus inimigos usarão qualquer arma contra ela, as espadas que cortam os próprios dedos e as achas que queimam as  próprias casas. Homens que começam a combater a Igreja em benefício da liberdade e da humanidade terminam jogando fora a liberdade e a humanidade só para poderem com isso combater a Igreja.
(...)
E, no entanto, a coisa pende dos céus, incólume. Seus opositores só conseguem destruir tudo aquilo a que eles mesmos com justiça dão valor. Não destroem a ortodoxia; destroem apenas o sentido comum e político de coragem. Não provam que Adão não foi responsável perante Deus; como poderiam fazê-lo? Provam apenas (a partir de suas premissas) que o czar não é responsável perante a Rússia. Não provam que Adão não deveria ter sido punido por Deus; provam apenas que o patrão explorador mais próximo não deveria ser punido pelos homens.”

Retirado de Ortodoxia, Chesterton.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O paradoxo da moda do bom mocismo


Há um atual clamor popular que supostamente visa conter abusos e distribuir tolerância de todos para todos. O curioso é que uma das maiores acusadas de opressão é justamente a instituição que mais prezou pelo ser humano e a ele se doou: a Igreja Católica. Todos esses valores e essas idéias que estão sendo utilizadas para fins subversivos não existiriam da maneira que existem hoje se não fosse a Igreja Católica Apostólica Romana. Quem compilou as obras do mundo antigo, quem absorveu a lógica e a pragmática romana, quem inventou as universidades, quem instituiu as primeiras idéias de igualdade, quem primeiro se doou maciçamente ao trabalho filantrópico? A Igreja. Não obstante está sendo ela acusada de não fazer coisas que ela faz por seres que reivindicam  ações que nem eles mesmo praticam – ou alguém já viu um grande líder da esquerda envolvido em projetos de caridade? A coisa é cínica e fede. Aos hipócritas, eles mesmos e sua laia. Ao cinismo, a espada. Não há como dialogar com a mediocridade e a ignorância dessas massas pérfidas.