Certas vezes, quando afirmo categoricamente algo em público,
ou quando defendo essa ou aquela opinião, alguém vem com o discurso sobre o que
é certo e errado, tentando, dessa maneira, rebater meu ponto de vista. Em geral
isso acontece com pessoas de cunho ideológico esquerdista, ou libertário, ou
simplesmente de cunho “liberal-moderado”. O engraçado nessa visão de mundo de
“deixai cada qual com sua vida” é que as pessoas que a pregam não percebem que
isso está dentro do próprio jugo moral que tanto tentam repudiar. Assim, um
esquerdista busca “justiça”, acima de tudo, achando que isso é bom; assim, um libertário acha que o
respeito aos “impulsos naturais”, quaisquer que sejam, é algo bom; assim, o “liberal moderado” acha
que a tolerância é boa. Não há como
escapar.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Triste hoje; pior o amanhã.
A modernidade vem com a promessa de nos libertar das algemas
de séculos. Algemas essas provenientes de um passado longínquo, antiquado,
opressor, destrutivo e decadente. Hoje se clama a liberdade e a total
obediência a si, aos seus instintos, sem noção do que se de fato está ficando
livre e sob quais valores hão de triunfar os instintos e a vontade do homem.
Parece-me que a modernidade está ociosa e paranóica. A liberdade virou um
fetiche, e o querer uma justificativa. Está-se livre para tudo, dizem eles, sem
atentar para o fato de que estão acorrentados a uma outra perspectiva somente;
está-se apto para tudo, dizem eles também, sem se darem conta de que o instinto
não possui significado algum, senão o de uma reação cuja causa nós
desconhecemos. Mas a desmascaro aqui, essa modernidade doente: até que ponto é
razoável pensar que sendo os impulsos humanos mais básicos – e nessa lógica
absurda os mais valorosos – devem ser seguidos ao pé da letra, afinal não
teriam sido esses mesmos impulsos que nos escravizara? O que quero atentar aqui
é para o fato de que a causa e o efeito não podem ser a mesma coisa, como bem
nos ensina a lógica. Se o homem de ontem era isso ou aquilo, não o foi em outra
circunstância que não na qual em que o seu também instinto existia, bem como a
todos os anseios naturais. É absurda a tentativa de glorificar o homem e o seu
lado mais animal para correr das más coisas, se estas foram também fruto dos
instintos e da bestialidade nossa de outros tempos. A modernidade não nos pode
prometer nada sem também acorrentar-nos. Diante da infinidade do universo e a
imensa complexidade de um indivíduo, todas as alternativas à moral prática e ao
bom senso universal e atemporal, conduzir-nos-á a uma escravidão sem
precedentes. Seremos servos da vontade de todos, submetidos à liberdade eterna
que só pode ser conhecida quando a nada se escolhe e a nada se faz.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Até Sauron apoiava o desarmamento
“- Os termos são estes - disse o Mensageiro, sorrindo e
encarando-os um a um-: a gentalha de Gondor e seus iludidos aliados devem retirar-se
imediatamente para além do Anduin, não sem primeiro prestarem juramento de nunca mais
atacar Sauron, o Grande, aberta ou secretamente. Todas as terras a leste do Anduin deverão pertencer a Sauron para sempre, e unicamente a ele. A região a
oeste do Anduin, até as Montanhas Sombrias e o Desfiladeiro de Rohan, deverá
pagar tributo a Mordor, e os homens de
lá não poderão portar armas(...)”
( O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei; Cap.: O Portão Negro se abre)
( O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei; Cap.: O Portão Negro se abre)
Assim falou o mensageiro de Mordor, A Boca de Sauron, para o exército dos homens livres que estava diante do portão da Terra Negra.
Percebe-se que o desarmamento é uma tática antiga e popular.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
A culpa
A culpa é o nosso inferno. É o termômetro que mede nossas
ações ou inações. Ela não cessa com o perdão do outro; ela não cessa. Ela no
máximo se abrande e coexistimos com ela.
Ela é a nossa vergonha eterna, pois um copo em pedaços não se desquebra
e as lágrimas derramadas de um outro não tornam aos olhos.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Julga e age
Se não crês verdadeiramente numa verdade, num determinado
caminho a se trilhar; se não crês num certo e errado, não podes a nada julgar. E
não julgas porque não tens parâmetros. Se não julgamos, como iremos agir, como
mudaremos o que há de errado? Não adianta virem dizer-me que o mundo não carece
de julgamentos. É só olhar ao lado que te pões de sobressalto. O fim da convicção
é o nascimento da inércia cômoda e covarde que nos enche o mundo atualmente e
que nada contribui para melhorá-lo.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Vá!
Reclamam de minha ira?! Que reclamem! Pois reclamam somente
aqueles que a provocam. E os que a provocam não merecem nada, nem mesmo o
amanhã! Mas ai de mim! Não bato um martelo para todo um coletivo! Minhas ações
e reações são mais vis-à-vis e individuais. No entanto, de uma coisa estou
certo: a coisa mais nobre que a maioria desses infames de hoje poderiam fazer
para si e para o mundo seria findar-se. O amanhã só revelaria mais uma descida
nesse buraco sem fim de vergonha, falta de caráter e honra.
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