quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Chamado à guerra

O tempo de hoje é o tempo das massas. E as massas a tudo estão a destruir – em esfera micro e macroscópica; rápida ou lenta e dolorosamente. Não ser esmagado pela mediocridade, nem se deixar cooptar por ela, carece enfatizar o eu individual, clamando num campo espiritual, atravessando a tudo, permanecendo após todos, resgatando assim o ímpeto que verdadeiramente construiu a História e fez a humanidade. É essa, pois, a única maneira de não se deixar confundir pela corrente que iguala tudo a uma mesma e torpe coisa. São essas, então, as opções de hoje: ou ser quem, de fato, deves ser, com toda a força, de todas as formas, ou não ser nada.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Aos Emocionados

Àqueles que acham vital o “barulho” das minorias, dos “grupos perseguidos, estigmatizados e completamente postos à margem da sociedade”: acordem! Só o fato de possuírem tamanho espaço público, total cobertura midiática etc. demonstra o quão NÃO ESTIGMATIZADOS eles são.
A atul cobertura da mídia potencializa uma ação de trinta pessoas, parecendo que é uma ação de trinta mil pessoas; domínios públicos os favorecem sobremaneira; politicamente encontram, no mínimo, cumplicidade em todos os setores, bem como conivência da opinião pública... Acordem, acordem, acordem! A quem atende o choro das minorias? Às minorias é que não são. Por definição, grupo minoritário é aquele sem grande saliência, peso, pois não representa o anseio majoritário de um povo, uma nação – sendo mais explícito, eles estão à parte disso, mas não porque lhes foi imposto estar, mas sim por sua própria gênese. As minorias não podem, jamais, ditar regras, ou deixarão de ser minorias -- o que, naturalmente, desmantelaria quaisquer de seus gritos de protestos, pois em seu alicerce está o apelo à emoção, a covardia em usar da boa-fé de outrem.
Quem ri com o choro das minorias? Não é incrível que numa sociedade machista, opressora, cruel, engessada socialmente, intolerante e fundamentalista haja espaço para paradas com um milhão de pessoas que deitam e rolam, sendo que não representam nem um décimo da população? As lágrimas que se derramam regam o solo da vileza e do cinismo, e o fruto não será outro, senão o da destruição.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Em nome da liberdade, contra a ''liberdade''.

“Se a sociedade civil é fruto de convenção, essa convenção deve ser sua lei. Essa convenção deve limitar e modificar todas as categorias de constituição que se formam sob ela. Todo tipo de poder legislativo, judicial ou executivo, são suas criaturas. Elas não podem ter existência em nenhum outro estado de coisas: e como pode algum homem reivindicar, sob as convenções da sociedade civil, direitos que nem sequer supõem a existência dessa sociedade? Direitos que são absolutamente incompatíveis com ela? Um dos primeiros motivos da sociedade civil, e que se torna uma de suas regras fundamentais, é que homem nenhum deveria ser juiz em causa própria. Com isso cada pessoa renunciou, de imediato, ao primeiro direito fundamental do homem não pactuado, isto é, o de julgar para si mesmo, e propugnar sua própria causa. Ele abdica de todo direito a ser seu próprio governante. Ele, inclusive, em grande medida, abandona o direito de legítima defesa, a primeira lei da natureza. O homem não pode desfrutar os direitos de um Estado civil e os de um estado incivil ao mesmo tempo. Para que possa obter justiça, ele abre mão de seu direito de determinar o que lhe é mais essencial. Para que possa garantir alguma liberdade, ele entrega em confiança sua liberdade toda”.


Edmund Burke em Reflexões Sobre A Revolução na França, 1790 


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A ação

Levanta-te e fazes. A ti não cabe julgar, mas fazer. A justiça só se encontra em um ponto, e é tão somente pela ação que se pode vir a encontrá-la. Não há nada mais significativo do que a ação: ela inspira-nos, faz-nos caminhar em meandros nos quais a mera lógica não pode seguir; ela incendeia o ponto mais profundo do espírito. É na ação, é na prática absoluta, do dia-a-dia ao fim dos dias, que se conserva o mundo. A justiça é isso: é a manutenção da ordem, a busca pela harmonia, o arder inevitável e absoluto do fazer.
A ação inspira. A ação inflama. A ação concebe.

Amém.


domingo, 28 de julho de 2013

Ontem, hoje e sempre



Em todo verdadeiro homem do ocidente pulsa agora a chama do combate. E ela há de incendiar a tudo... novamente.  







''A luminous angel guides the crusaders marching at night'' -- Doré

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Da política e da discussão moral

A moral precede, e muito, à política, e a determina sobremaneira! Não há política sem moral, não obstante há moral sem política. Tentar relativizar o conceito e minimizá-lo é só uma tentativa de validar um discurso político outro, que perde, naturalmente, toda a sua essência, já que não parte de moral alguma, mas sim de uma ''causa, uma luta''.

Comentários sobre o "estado laico" e a "questão Feliciano"



''--Quais deveriam ser as convicções pelas quais se guiar? A da justiça social, a da igualdade universal, a da moral mundial? Todas essas são dissociadas da realidade, atendendo só ao fetiche do agora de relativizar a tudo. Essas considerações são todas mundanas e infundadas. 

Sei que o caso é o Feliciano, mas se ele está lá, ainda mais agora com essa onda do politicamente correto, é porque há uma representatividade muito forte, e ainda que eu tenha minhas diferenças com evangélicos, respeito esse rincão que eles ocupam, pois é mais válido que qualquer blábláblá moderno sobre ''estado laico e direito para todos''.

E vou mais além: Estado algum deve se meter na religião, sendo que essa é uma confluência de tradições e preceitos morais que precedem e muito a esse usurpador da idéia de bem comum -- pois não! usurpador, pois sempre que tentou-se torná-lo legítimo medidor do bem-estar de todos, normatizar a conduta por vias policiais, acabou-se com sangue no chão (os exemplos se perdem no horizonte histórico). 

Por que a religião se torna perigosa quando se entrelaça com o Estado, sendo que esse provém exclusivamente de uma cultura, e essa jamais existiria sem uma reflexão coletiva e a concepção de elementos metafísicos? O secularismo é que nos mata desde a Idade Moderna: fomentou os “sem-terra”, a escravidão, a destruição de instituições sociais após a Rev. de 1789 etc. 

De onde provém ''as leis absurdas da religião''? De um grupo minoritário que detém o poder, ou de uma maioria, resguardada por séculos de tradição? E de onde vem a sua crítica senão de grupos de pressão, minoritários, de cinco décadas atrás? A religião fez mais pelo mundo do que todos os Estados e panelinhas minoritárias fizeram e um dia podem vir a fazer. A título de aprofundamento, ''Como a Igreja Construiu a Civilização Ocidental''. 

A religião cristã, a da discussão, defende ferrenhamente a liberdade de errar. Não obstante, prega que seja escancarado o erro. Nunca vi a Igreja perseguindo homossexuais, nem muito menos abortistas -- embora a esses se deveria. Na realidade, a Igreja é que defende a separação entre o poder temporal e atemporal, que tanto nos legou sangue após os estados nacionais quererem fundi-los [questão Guelfos x Gibelinos]...

A verdade é que doa a quem doer, o único mundo em que pode haver minorias e gente criticando as próprias instituições, com liberdade para tal, é esse que os grupos de pressão querem destruir. Sem querer parecer escatológico, mas a ''txurma do amor'' é sempre a primeira a morrer quando se finda instituições legítimas, fundadas pelo povo e validadas pela História.''